Analistas veem risco de caixa e fretes corroendo margens da mineradora
BB Investimentos reiterou a recomendação de venda para CSN Mineração (CMIN3) e, às 14h20 da última quarta-feira, divulgou novo preço-alvo de R$ 5,40 para 2026, acendendo sinal amarelo para quem acompanha o papel.
- Em resumo: corte na projeção de valor e temor de aumento na alavancagem derrubam a ação para R$ 4,85.
Alavancagem e CAPEX bilionário entram no radar
Apesar das entregas operacionais, o relatório destaca que a mineradora consumiu caixa e elevou a dívida no 4T25. A preocupação aumenta com o plano de investir R$ 13,2 bilhões entre 2025 e 2030, ritmo bem superior aos R$ 1 bilhão aplicados em 2025. Segundo dados da Reuters, o cenário global do minério de ferro segue volátil, o que pode limitar a geração de caixa futura.
“Podem reforçar receios de um aumento ainda maior desse indicador à frente, especialmente diante do volume expressivo de investimentos planejados pela companhia para os próximos anos”, aponta o BB-BI.
Dividendos sob pressão e frete marítimo mais caro
Com dividend yield de 12,81% nos últimos 12 meses, a CSN Mineração atraiu investidores em busca de renda. Contudo, a combinação de margens apertadas e despesas com frete spot — sensíveis às tensões no Oriente Médio e ao preço do combustível — coloca em xeque a sustentabilidade desses pagamentos adiante.
Historicamente, períodos de estresse logístico fizeram o custo do frete saltar até 40% nos principais portos de exportação de minério. Caso o ciclo se repita, a companhia pode ter de escolher entre preservar caixa ou remunerar acionistas, pressionando ainda mais a ação.
Como isso afeta o seu bolso? Um dividendos menor e possível queda adicional na cotação podem alterar o retorno total esperado pelo investidor. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CSN Mineração