Orquestração de IA promete transformar rotinas críticas nos bancos
Bradesco – Em iniciativa divulgada recentemente, o banco reportou que squads virtuais de IA já entregam ganhos de 30% de produtividade em projetos de modernização de sistemas, reforçando uma tendência que pode mudar a conta de custos de todo o setor.
- Em resumo: multiagentes especializados passam a planejar, testar e documentar cada etapa, enquanto a equipe humana mantém o crivo final.
Orquestração vira ativo estratégico contra riscos operacionais
Ao migrar de simples chatbots para uma malha coordenada de agentes — cada um focado em código, testes, segurança ou compliance — o Bradesco segue a rota indicada por consultorias globais. Segundo levantamento da Reuters, somente 1 em cada 5 empresas possui dados e infraestrutura maduros para escalar IA em produção.
“A automação foi um passo importante. O salto de maturidade acontece quando a IA passa a organizar o trabalho, e não apenas acelerar tarefas.”
Baixa maturidade de dados desafia expansão, mas potencial é bilionário
Estudo da Capgemini citado no relatório mostra que menos de 20% das corporações afirmam ter governança robusta para operar agentes de forma plena. Mesmo assim, a previsão é de que, até 2028, grande parte das instituições financeiras incorpore IA agêntica em áreas de alto volume e risco, como reconciliação contábil e prevenção a fraudes.
Dados do Banco Central indicam que o setor gasta anualmente cerca de R$ 25 bilhões em manutenção de sistemas legados. Um corte de 30% nessa conta, patamar já observado no piloto do Bradesco, poderia liberar mais de R$ 7 bilhões para inovação, pressionando concorrentes a acelerar sua própria jornada tecnológica.
Como isso afeta o seu bolso? Processos mais eficientes tendem a reduzir custos operacionais e, no médio prazo, podem baratear tarifas ou ampliar linhas de crédito. Para acompanhar outras movimentações que impactam seu dinheiro, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Bradesco