Stablecoins podem drenar crédito e expor investidores a fraudes, alertam especialistas
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – Em debate realizado recentemente no São Paulo Innovation Week, o analista Gladstone Junior reforçou que a explosão do Pix — hoje usado por 170 milhões de brasileiros — e a chegada do Drex exigem normas claras para impedir golpes e fuga de recursos do sistema bancário tradicional.
- Em resumo: Sem regulação, empresas privadas podem controlar o dinheiro que hoje financia crédito imobiliário e outros setores.
Stablecoins podem esvaziar linhas de crédito, dizem bancos
Ao comparar moedas digitais lastreadas a dólar com depósitos tradicionais, executivos de Bradesco e BBChain lembraram que cada real migrado para stablecoins deixa de irrigar o crédito no Brasil. Segundo dados do Banco Central, o saldo de empréstimos depende em 55 % das captações de varejo — fonte que pode minguar se a migração ganhar escala.
“Alguém precisa definir o que é certo e errado e proteger as pessoas até delas mesmas”, enfatizou o analista do banco de fomento.
Por que a regulação afeta seu portfólio digital
No exterior, temas semelhantes avançam: a União Europeia aprovou o pacote MiCA em 2023, e a Reuters destaca que emissores de stablecoins terão de manter reservas auditadas e limite de circulação. No Brasil, o PL 4.401/21 já prevê licença específica para prestadores de serviços em cripto, mas detalhes como seguro-depósito e segregação de ativos ainda estão em construção.
Como isso afeta o seu bolso? Regras robustas podem reduzir fraudes, baratear remessas internacionais e até criar novas oportunidades de renda passiva com tokens regulados. Para acompanhar cada passo dessa pauta, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Estadão