Capital fresco mira redução de dívida e acelera privatização mineira
Aegea – maior companhia privada de saneamento do país – garantiu recentemente até R$ 5 bilhões em novo capital, liderado por Itaúsa e pelo fundo soberano de Singapura GIC, de olho na privatização da Copasa e na queda da própria alavancagem.
- Em resumo: Itaúsa injeta R$ 1,5 bi e GIC, R$ 3 bi; parte do valor será usada para a oferta pela estatal mineira.
Dinheiro novo, dívida menor e sinal verde para investidores
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, cerca de R$ 2 bilhões do aporte serão destinados a reduzir passivos financeiros, trazendo a relação dívida líquida/Ebitda para 3,5 x – patamar ainda elevado, mas abaixo dos 3,89 x registrados no 1º trimestre.
Se concluída, a operação ajudaria a reduzir a relação entre dívida líquida e Ebitda da Aegea para 3,5 vezes, ante 3,89 vezes do primeiro trimestre.
Por que a Copasa vale a corrida bilionária?
O marco legal do saneamento de 2020 impôs metas de universalização até 2033, estimulando privatizações como a da Copasa, considerada um dos ativos de infraestrutura mais cobiçados do país. Minas Gerais estima atrair bilhões em concessões, e a entrada de gigantes como Itaúsa e GIC reforça a confiança de mercado no potencial de retorno regulado do setor.
No ano passado, o segmento de água e esgoto movimentou mais de R$ 37 bilhões em leilões, segundo dados compilados pela Agência Nacional de Águas. A Aegea, que já levou a Corsan e o aterro Ciclus, busca agora consolidar participação no Sudeste, onde 20% da população ainda carece de coleta de esgoto.
Como isso afeta o seu bolso? A entrada de capital estrangeiro e a corrida por estatais tendem a gerar novos projetos, abrir vagas e impulsionar fornecedores locais – fatores que podem se refletir em mais investimentos e, potencialmente, em tarifas mais competitivas no médio prazo. Para acompanhar os próximos passos da privatização da Copasa e outros movimentos de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Aegea