Nova onda de resina “jovem” confunde colecionadores e pressiona cotações
International Gem Society (IGS) – A rápida chegada do copal sul-americano e africano às vitrines colocou em xeque o valor do âmbar tradicional, abrindo espaço para fraudes que podem custar caro a investidores e amantes de gemas.
- Em resumo: lote de copal com até 1 milhão de anos vem sendo rotulado como âmbar e é até 10 vezes mais barato.
Fraude recai sobre preços e liquidez das peças
Relatórios do mercado de joias citados pela Reuters indicam que, nas feiras de Bogotá e Antananarivo, comerciantes vendem copal a USD 30/g, mas embalam o material como se fosse âmbar de USD 300/g, distorcendo índices de referência e pressionando pedidos de reembolso.
“A principal diferença física está na dureza e na instabilidade química do material mais jovem”, detalha estudo da IGS descrito no levantamento original.
Como identificar e proteger seu capital
Análises de laboratório mostram que o copal reage a álcool e calor em segundos, enquanto o âmbar autêntico permanece estável. Testes simples, como friccionar uma agulha quente, podem evitar prejuízos antes da compra.
Historicamente, o âmbar do Báltico com 40 milhões de anos mantém valor estável por servir a joalheria de luxo desde o Império Romano. Já o copal, com idade entre cem mil e cinco milhões de anos, ganhou espaço apenas nos últimos dez anos, impulsionado por redes sociais e e-commerce, criando uma bolha de oferta que ainda não tem histórico de valorização consistente.
Como isso afeta o seu bolso? Pagar preço de âmbar por uma peça de copal significa assumir perda de até 90 % no ato da revenda. Para mais detalhes sobre outros alertas de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: depositphotos.com / Stramyk