Controle rigoroso evita juros explosivos no final do mês
Banco Central do Brasil – Dados oficiais indicam que mais de 100 milhões de brasileiros usam cartão de crédito, enquanto o saldo do rotativo alcançou R$ 400 bilhões em 2025, revelando o custo de decisões mal calculadas sobre a quantidade de cartões.
- Em resumo: escolher entre um e quatro cartões pode ser a diferença entre milhas acumuladas e dívidas impagáveis.
Poucos cartões: blindagem contra o rotativo caro
Manter um único plástico simplifica faturas e datas, estratégia alinhada ao alerta do boletim estatístico do BC sobre o crédito mais caro do país. Quem concentra gastos num cartão reduz a chance de esquecer parcelas e cair em juros que superam 400% ao ano.
“O rotativo do cartão está entre as linhas de crédito mais caras do país”, aponta o Banco Central.
Vários cartões: benefícios sim, mas com disciplina extrema
Adotar dois ou três cartões permite separar despesas fixas de compras pontuais e, ainda, capturar cashbacks ou milhas diferenciadas. Porém, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que limites espalhados elevam a tentação de gastos, exigindo planilha ou app que consolide saldos em tempo real.
No exterior, consumidores maduros mantêm em média três cartões para otimizar pontuação, segundo estudos de mercado. No Brasil, o risco de endividamento ainda é alto: o IBGE mostra que 54% do orçamento familiar já se compromete com dívidas, reforçando a importância de um teto pessoal claro.
Como isso afeta o seu bolso? Sem controle, cada novo limite vira passivo potencial. Se o próximo cartão não trouxer benefício real — taxa zero, seguro viagem ou pontuação superior — ele apenas multiplica datas de vencimento. Para mais detalhes sobre gestão inteligente de crédito, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil