Hospitais correm para automatizar processos e proteger dados sensíveis
Cetic.br — A mais recente edição da pesquisa TIC Saúde revelou, na última semana, que quase um em cada cinco estabelecimentos de saúde brasileiros já colocou a inteligência artificial no centro das rotinas clínicas e administrativas, movimento que pode redefinir custos operacionais e margens de lucro do setor.
- Em resumo: IA está presente em 18% das unidades, mas atinge 25% dos hospitais privados e salta para 31% nos que dispõem de mais de 50 leitos.
Pressão por eficiência acelera investimentos em tecnologia
Com a inflação médica rodando acima do IPCA e reembolsos de planos de saúde cada vez mais apertados, gestores buscam na automação formas de conservar caixa. Ferramentas como ChatGPT, Gemini e softwares de workflow já respondem por 76% das iniciativas mapeadas. Segundo relatório da Reuters, hospitais que adotam IA em agendamento e faturamento conseguem cortar até 15% das despesas administrativas.
A pesquisa indica que 45% das instituições recorrem à IA para organizar processos clínicos e administrativos, enquanto 36% miram a segurança digital diante do aumento de ataques cibernéticos ao setor de saúde.
Custos e falta de mão de obra especializada ainda travam expansão
Apesar do potencial de ganho de eficiência, 62% das unidades que permanecem fora da onda digital alegam que IA “não é prioridade”, e 49% sentem falta de profissionais qualificados. No grupo de hospitais com mais de 50 leitos, o obstáculo número 1 é o investimento inicial: 63% classificam os custos como “muito altos”. A título de comparação, pesquisa da IDC estima que, globalmente, os gastos em IA para saúde chegarão a US$ 20 bilhões em 2027, mais que o dobro de 2023.
Como isso afeta o seu bolso? A adoção em massa tende a reduzir desperdícios, conter reajustes de planos de saúde e acelerar diagnósticos, impactando diretamente o custo final dos serviços para empresas e consumidores. Para acompanhar outros movimentos que mexem com o orçamento da área da saúde, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Cetic.br