Lucro recua mesmo com barril em alta; 2º tri pode surpreender
Petrobras – A estatal reportou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1º trimestre de 2026, queda de 7,3% na comparação anual, apesar do maior nível de produção de sua história e do avanço de 26,6% no preço médio do barril entre trimestres.
- Em resumo: acionistas receberão R$ 9,03 bilhões já em agosto e setembro, equivalente a R$ 0,70 por ação.
Produção máxima, caixa sob pressão
Com extração 3,7% superior ao último trimestre de 2025, a petroleira quebrou novos recordes operacionais. Mesmo assim, a geração de caixa recuou 10,9%, afetada pela formação de estoques e pelo efeito defasado dos preços internacionais nas receitas.
“Entregamos resultados financeiros consistentes, sustentados pela excelente performance dos ativos e pelos recordes de produção de óleo e gás”, destacou Fernando Melgarejo, diretor financeiro da companhia.
Os investimentos somaram US$ 5,1 bilhões, 25,6% acima de 2025, concentrados na expansão dos campos de Búzios e Sépia e na revitalização de Marlim. O custo de extração no pré-sal permaneceu entre os mais baixos do mundo (US$ 4,67 por barril), mas subiu 10,6% com a valorização do real e a entrada de novas plataformas.
O que esperar dos próximos dividendos
O conselho seguiu a política de distribuir 45% do fluxo de caixa livre quando a dívida bruta se mantém dentro dos limites. Assim, autorizou o pagamento antecipado de R$ 9,03 bilhões em juros sobre capital próprio, divididos em duas parcelas a partir de 20 de agosto. A data-base para ter direito ao provento é 1º de junho.
Historicamente, a Petrobras só reduz desembolsos quando a alavancagem ultrapassa 2,0 vezes o Ebitda – hoje está em 1,43 vez. Caso a escalada do petróleo pós-conflito Irã-EUA se consolide no 2º trimestre, a geração de caixa pode aumentar significativamente, abrindo espaço para novos pagamentos ou amortização de dívidas.
Como isso afeta o seu bolso? Um dividendo gordo aumenta a atratividade da ação num momento de juros ainda altos no Brasil. Porém, a volatilidade do petróleo segue no radar. Para entender outras oportunidades em tempos de incerteza, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras