Bloqueio iraniano encarece transporte e ameaça oferta global de petróleo
Organização Marítima Internacional (OMI) – Dados transmitidos por Band e Record indicam que, com o Estreito de Ormuz fechado pelo Irã há mais de dois meses, o custo para segurar um único petroleiro já chega a US$ 8 milhões, alta de 32 vezes em relação ao patamar pré-guerra.
- Em resumo: frete e seguro dispararam, pressionando o preço do barril e a cadeia global de combustíveis.
Efeito cascata sobre petróleo e combustíveis
A rota estreita é responsável por cerca de um quinto do petróleo que circula no planeta. Com mais de 800 navios retidos, traders relatam prêmio de risco adicional no preço do Brent, que já sobe em Londres. De acordo com estimativa da Reuters, cada US$ 1 a mais no barril pode adicionar R$ 0,05 ao litro da gasolina no Brasil.
“Não há absolutamente nenhum precedente para o que está acontecendo agora”, alerta Mohamed Arrachedi, coordenador regional da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes.
Pressão sobre armadores, seguradoras e consumidores
Além dos prêmios recordes, armadores sem caixa enfrentam salários atrasados e compras emergenciais de mantimentos. Historicamente, conflitos anteriores no Golfo elevaram o frete marítimo por até seis meses após o fim das hostilidades; analistas de transporte lembram que, em 1988, o mercado levou um trimestre para normalizar, mesmo sem bloqueio total.
Como isso afeta o seu bolso? Se o impasse persistir, distribuidoras podem repassar o custo extra já nas próximas semanas. Para acompanhar atualizações sobre preços e logística, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images