Alta do diesel reacende discussão e pode redesenhar margens do agronegócio
Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) – A reunião marcada para 7 de maio deve decidir se a mistura de biodiesel sobe de 15% para 16% já em junho. Caso avance, o Bradesco BBI projeta 10,8 bilhões de litros vendidos em 2026, 700 milhões a mais em bases anualizadas, impulsionando ações do setor de soja e energia.
- Em resumo: Demanda de biodiesel pode saltar 7% e sustentar preços do óleo de soja.
Demanda extra de 7% pressiona soja e favorece margens
A possível adoção do B16 reforça um cenário de margens já positivas para as usinas de esmagamento, que vinham ganhando fôlego com a menor pressão do prêmio brasileiro de soja. Segundo o monitoramento da Reuters, o governo voltou a considerar o aumento da mistura após a escalada do diesel mineral.
“B16 reforçaria o ambiente construtivo ao fortalecer a demanda doméstica por óleo de soja e melhorar os preços do biodiesel”, destaca relatório do BBI.
3tentos desponta como maior ganhadora
Entre as empresas cobertas pelo banco, a 3tentos (TTEN3) é vista como a principal beneficiária. O segmento de esmagamento deve representar 49% da receita projetada da companhia em 2026, e a firma já vem expandindo capacidade: o volume processado saltou 23% em quatro anos, alcançando 59 milhões de toneladas em 2025.
Historicamente, o Brasil elevou a mistura de biodiesel quase todos os anos desde 2008, passando de B3 para B15 em 2025. Cada ponto percentual acrescido exige, em média, 650 milhões de litros de biodiesel, volume que equilibra a oferta doméstica de óleo de soja e reduz a necessidade de exportações.
Como isso afeta o seu bolso? Caso o B16 seja aprovado, especialistas projetam repasse limitado ao preço na bomba, mas ganhos para quem investe em cadeias de soja e biocombustíveis. Para acompanhar outras análises sobre mercado e energia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / 3tentos