Escalada do petróleo renova risco inflacionário e descola câmbio
Banco Central do Brasil – A cotação do dólar chegou a inverter sinal recentemente, perdendo força enquanto o barril de Brent superava US$ 110 e reabria preocupações com o custo de energia no IPCA.
- Em resumo: petróleo caro melhora termos de troca de exportadores, mas eleva projeções de inflação e mexe na curva de juros.
Fluxo no Estreito de Ormuz mantém tensão geopolítica
Além da dinâmica de oferta e demanda, traders seguem monitorando a possibilidade de novos choques de abastecimento, já que o Estreito de Ormuz continua sob risco de bloqueios. O impasse entre Irã e EUA, segundo porta-voz persa Esmail Baghaei, ainda trava qualquer cessar-fogo duradouro.
“A mediana do IPCA 2026 subiu pela 8ª semana, de 4,86% para 4,89%, ampliando o desvio em relação ao teto da meta de 4,50%.” – Relatório Focus
Curva de juros reage ao Focus e à ata do Copom
Mesmo após cortar a Selic para 14,50% ao ano, o Comitê de Política Monetária sinalizou vigilância extra com preços administrados. O mercado, portanto, ajusta os DIs futuros à espera da ata que será divulgada na terça-feira. Historicamente, cada alta de US$ 10 no Brent adiciona cerca de 0,3 ponto percentual às projeções de inflação, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.
Como isso afeta o seu bolso? Se o Brent permanecer acima de US$ 110, combustíveis podem encarecer e comprometer o alívio recente nos juros do crédito. Para acompanhar análises diárias de Economia e Mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Suno Notícias