Travessia controlada pelo Irã levanta sinal amarelo para fretes de grãos
Forças Armadas do Irã — Um graneleiro de bandeira panamenha que se dirige ao Brasil cruzou o Estreito de Ormuz por um corredor marítimo estabelecido pelos militares iranianos, informou a agência Tasnim neste domingo, 10. A manobra reacende preocupações sobre custos de transporte e seguros na principal via de escoamento do Golfo Pérsico.
- Em resumo: Rota sob tutela iraniana pode encarecer o frete de commodities que abastecem o mercado brasileiro.
Seguro de carga e prêmio de risco podem subir já nos próximos embarques
Historicamente, qualquer movimentação militar em Ormuz provoca ajustes imediatos nos prêmios de risco marítimo, segundo dados compilados pela Reuters. Transportadoras avaliam que até 30% do petróleo e parte significativa dos fertilizantes usados no agronegócio brasileiro dependem dessa passagem.
“Toda vez que há mudança de rota imposta por forças militares, seguradoras reprecificam apólices e armadores revisam tabelas de frete”, pontua um consultor de comércio exterior ouvido pela reportagem.
Por que o Estreito de Ormuz mexe com a cadeia de abastecimento brasileira
O canal com apenas 39 km de largura responde por cerca de um quinto do comércio global de petróleo e de derivados essenciais para a produção de grãos. Qualquer tensão eleva a volatilidade no índice de frete marítimo do Báltico e pressiona contratos futuros de soja e milho negociados na B3. Em 2019, incidentes semelhantes elevaram em até 15% os custos de seguro para navios que seguiam a mesma rota.
Como isso afeta o seu bolso? A alta no frete pode chegar às prateleiras em forma de alimentos mais caros. Para acompanhar outros movimentos que impactam seu poder de compra, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Tasnim News Agency