Preço alto da energia e portfólio flexível põem AXIA3 na dianteira
Axia Energia (AXIA3) – Relatório recente do Itaú BBA indica que, mesmo com demanda menor e hidrologia fraca, a ex-Eletrobras pode virar o ponto fora da curva do setor elétrico no 1T26, sustentada por preços spot elevados e menor exposição a riscos hídricos.
- Em resumo: expectativa de receita 30,7% maior que em 1T25, contra retração de volumes no Sistema Interligado Nacional.
Demanda em queda, PLD em alta: o duplo choque do trimestre
Entre janeiro e março, a carga no SIN recuou 1,4% para 84,9 GW médios, mas o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) disparou: média de R$ 308/MWh no Sudeste/Centro-Oeste e pico de R$ 1.622/MWh em alguns momentos, segundo dados compilados pela Reuters.
“Beneficiada pelo ambiente de preços elevados e pela menor exposição aos efeitos negativos do trimestre, a Axia Energia deve apresentar um desempenho superior aos seus pares”, dizem os analistas do Itaú BBA.
O que esperar das demais elétricas e reflexo nos dividendos
Para a Alupar (ALUP11), a RAP de transmissão serve de amortecedor, enquanto a geração sente curtailment de 23%. Nas distribuidoras, a Energisa (ENGI11) tende a mostrar leve ganho de mercado, mas Equatorial (EQTL3) avança mais forte no Norte e Nordeste. CPFL (CPFE3) deve sofrer com menor vento e PLD volátil. No saneamento, Sabesp (SBSP3) mantém bias positivo graças ao reajuste tarifário.
Historicamente, um GSF abaixo de 1,0 costuma pressionar margens de hidrelétricas; em 2022 o índice médio ficou em 1,05, muito acima do 0,92 observado agora. Isso reforça a vantagem de players com fonte diversificada ou contratos mais curtos, caso da Axia.
Como isso afeta o seu bolso? Empresas mais expostas ao mercado livre podem engordar dividendos no curto prazo, mas volatilidade do PLD eleva risco de caixa. Para acompanhar análises setoriais atualizadas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Axia Energia