Sem avanço diplomático, mercado calcula impacto prolongado no custo da energia
Casa Branca — A postura inflexível de Donald Trump diante da proposta de paz enviada por Teerã sinaliza que o Estreito de Ormuz continuará bloqueado, mantendo a guerra no Irã em seu terceiro mês e alimentando a escalada do preço do petróleo.
- Em resumo: Brent já ronda US$ 108 e gasolina supera US$ 4 por galão nos EUA.
Ormuz fechado sustenta petróleo e pressiona inflação global
O plano iraniano, intermediado pelo Paquistão, propõe 30 dias para cessar-combate, reabrir Ormuz e iniciar uma segunda rodada sobre o programa nuclear. Washington, porém, considera o preço imposto ao Irã “insuficiente”. A continuidade do bloqueio mantém cerca de 20% da oferta mundial de petróleo fora de rota, lembram analistas entrevistados pela Reuters.
“Dificilmente aceitarei esse acordo. O Irã não pagou o preço que deve pelo que fez à humanidade nos últimos 47 anos”, escreveu Trump na rede Truth Social.
Por que isso pesa direto no seu bolso
Com Ormuz parcial ou totalmente fechado, cada dia de conflito adiciona prêmios de risco à cotação do Brent. Historicamente, interrupções menores na região elevaram a commodity em até 10%; agora, o salto já supera 35% desde 28 de fevereiro. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+) aprovou aumento de 188 mil barris/dia para junho, mas o mercado considera o volume insuficiente enquanto o gargalo logístico persistir.
Como isso afeta o seu bolso? Alta prolongada do barril encarece frete, plásticos e principalmente combustíveis, pressionando IPCA, IGP-M e custo de vida em cadeia. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Casa Branca