Entenda por que o corte de juros não bastou para evitar a terceira queda seguida do índice
Ibovespa – Na última sessão antes do feriado do Dia do Trabalhador, o principal termômetro da B3 acumulou recuo de 1,80% na semana, mesmo após o Copom reduzir a Selic para 14,50% ao ano. A disparada de 8,94% da Usiminas impediu um tombo maior.
- Em resumo: siderúrgica compensou parte das perdas de HAPV3, que caiu 12,07% após mudanças no conselho.
Usiminas brilha; lá fora, S&P 500 e Nasdaq cravam novos recordes
Impulsionada por lucro líquido de R$ 896 milhões no 1º tri, a ação USIM5 liderou as altas semanais. O UBS BB elevou o preço-alvo do papel para R$ 10, prevendo potencial de 20,6%. Enquanto isso, S&P 500 e Nasdaq fecharam em níveis históricos, sustentados por balanços robustos e expectativa de acordo no Oriente Médio.
“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,50% ao ano e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação”, destacou o comunicado oficial do Banco Central.
Selic ainda alta, dólar em queda: impacto direto no seu bolso
Mesmo em ciclo de afrouxamento, a Selic continua entre as mais elevadas do G20, restringindo crédito e pressionando setores dependentes de capital intensivo. Por outro lado, o dólar caiu 0,91% na semana e fechou a R$ 4,9527, aliviando custos de importação e viagens.
Em 2020, a taxa básica chegou a 2% ao ano; hoje, o juro real segue atraente para quem investe em Tesouro Selic, mas encarece financiamentos imobiliários e corporativos, segundo dados do Banco Central.
Como isso afeta o seu bolso? Renda fixa continua vantajosa, mas a bolsa pode seguir volátil enquanto a Selic estiver em dois dígitos. Para mais análises de juros e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3