Cartel perde força e mercado teme novo choque de preços
Opep – A decisão dos Emirados Árabes Unidos de abandonar o cartel, enquanto o Irã restringe o Estreito de Ormuz, redesenha recentemente o mapa do petróleo e pressiona o valor do barril, que já supera US$ 111.
- Em resumo: Fragmentação da Opep remove amortecedores de oferta e amplia a corrida por fontes alternativas.
Volatilidade ganha tração com bloqueio no Golfo
O estreitamento das rotas marítimas fez o preço referência Brent tocar o maior nível desde 2022. Segundo dados compilados pela Reuters, mais de 20% do petróleo global passa pelo Golfo Pérsico, agora sob risco logístico elevado.
“Se outros produtores priorizarem fatia de mercado e não disciplina de cotas, a capacidade da Opep de coordenar a oferta fica cada vez mais em xeque”, observou Ole Hansen, chefe de commodities do Saxo Bank.
Produção recorde nos EUA e novos players latino-americanos
Os Estados Unidos já bombeiam mais de 13 milhões de barris por dia, patamar histórico que reforça a tese de independência energética iniciada na década passada. Ao mesmo tempo, Guiana, Brasil e Canadá planejam adicionar quase 1,5 milhão de barris diários até 2025, aproveitando o vácuo deixado pelo Oriente Médio.
No Brasil, cada alta de US$ 10 no barril pode acrescentar cerca de 0,30 ponto percentual à inflação anual, segundo cálculos de consultorias econômicas. Isso pressiona políticas de combustíveis e pode alterar expectativas de dividendos de Petrobras, petroleiras juniores e empresas de transporte.
Como isso afeta o seu bolso? Combustível mais caro impacta frete, alimentos e, por tabela, renda disponível das famílias. Para acompanhar as próximas decisões que podem mudar essa conta, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Opep