Técnica islandesa promete mexer no preço final das construções
s.ap architects – O escritório islandês levou à Bienal de Veneza um protótipo que guia lava derretida diretamente para moldes estruturais, abrindo margem para reduzir a dependência de cimento e, por tabela, o custo das obras em regiões vulcânicas.
- Em resumo: uma única erupção controlada pode gerar fundações para uma cidade inteira em poucas semanas, sem fornos nem clínquer.
Do vulcão ao canteiro: quanto vale substituir o cimento?
Segundo dados compilados pela Reuters, o cimento responde por cerca de 8% das emissões globais de CO₂ e tem visto aumento de preços acima da inflação desde 2022 por causa do alto consumo energético dos fornos. No conceito batizado de Lavaforming, a energia vem do próprio vulcão, eliminando fornos e combustível fóssil.
“Uma única erupção efusiva pode fornecer material suficiente para as fundações de uma cidade inteira em poucas semanas, sem mineração prejudicial ou uso de energia não renovável”, destaca a curadoria islandesa em Veneza.
Emissões, logística e potencial de mercado
A Agência Internacional de Energia estima que, sem novas tecnologias, a demanda global de cimento cresça 12% até 2030. Se o Lavaforming avançar da fase de pesquisa para escala industrial, o corte direto nas emissões e no transporte de insumos poderia gerar créditos de carbono e reduzir a volatilidade de preços no setor da construção.
Como isso afeta o seu bolso? Menos custo energético e logística enxuta tendem a baratear a obra–ou, no mínimo, segurar reajustes. Para acompanhar outras inovações que podem mudar a conta final das construções, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / s.ap architects