Escalada militar no Oriente Médio reacende temor de choque nos preços das commodities
Forças de Defesa de Israel (IDF) – Em comunicado divulgado recentemente, o gabinete do premiê Benjamin Netanyahu instruiu o Exército a “atacar alvos do Hezbollah, no Líbano, com força”, depois de uma série de foguetes e drones terem atingido o norte de Israel e posições israelenses no sul libanês. A ordem ampliou a percepção de risco no mercado de energia, que já vinha precificando a possibilidade de interrupção logística na região.
- Em resumo: Cresce o prêmio de risco no barril de Brent, refletindo temor de cortes na oferta do Oriente Médio.
Mercado reage: Brent volta a testar patamar de US$ 90
Após a divulgação da ordem, contratos futuros do petróleo em Londres passaram a subir, enquanto agentes avaliam a chance de que o conflito ultrapasse fronteiras e afete rotas de exportação críticas no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo marítimo global de óleo, segundo a Reuters. Qualquer restrição nessa via costuma pressionar não só o petróleo, mas também fretes e custos de produção de empresas ligadas à cadeia petroquímica.
“Estamos mantendo total liberdade de ação contra qualquer ameaça. Atacamos ontem e atacamos hoje”, afirmou Netanyahu em vídeo publicado na plataforma X.
Histórico mostra que choques geopolíticos elevam dólar e inflação
Em eventos anteriores – a exemplo dos ataques a refinarias na Arábia Saudita em 2023 – cada aumento de 10% no preço do petróleo adicionou, em média, 0,4 ponto percentual à inflação global no trimestre subsequente, segundo cálculos do Banco Central do Brasil. Caso o barril sustente valores acima de US$ 90, analistas não descartam pressão adicional sobre o câmbio e sobre a curva de juros interna.
Como isso afeta o seu bolso? Alta no petróleo tende a repassar para combustíveis e frete, encarecendo bens de consumo. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS