Decisão endurece sanções e renova tensão sobre preços de energia
Departamento do Tesouro dos Estados Unidos – A autoridade fiscal norte-americana sinalizou que as licenças temporárias para a compra de petróleo russo e iraniano não serão prorrogadas, medida anunciada em 24 de abril que pode reduzir a oferta mundial já nos próximos dias.
- Em resumo: Sem a flexibilização, cargueiros com óleo russo ou iraniano voltam a estar sujeitos a sanções financeiras imediatas.
Oferta global de petróleo fica mais curta
A suspensão das isenções derruba a última salvaguarda que mantinha no mercado até 500 mil barris diários, segundo estimativas compiladas pela Reuters. A retirada desse volume ocorre enquanto a Opep+ já corta produção e alguns campos no Oriente Médio operam abaixo da capacidade por instabilidade geopolítica.
“Acho que o petróleo russo que está no mar já foi amplamente absorvido; não vejo espaço para nova extensão”, declarou o secretário Scott Bessent ao fim da reunião em Washington.
Pressão sobre inflação e câmbio
Historicamente, cada variação de US$ 10 no barril adiciona cerca de 0,3 ponto percentual à inflação norte-americana em 12 meses, efeito que costuma ser repassado a outras economias – inclusive à brasileira, onde o diesel responde por quase 8 % do IPCA. Em 2022, quando o Brent superou US$ 120, o dólar encostou em R$ 5,90 e forçou o Banco Central a elevar a Selic para 13,75 %.
Especialistas preveem que o fim das licenças pode colocar novamente o Brent acima de US$ 100 caso não haja acordo diplomático com Teerã e Moscou no curto prazo. Nesse cenário, combustíveis mais caros tendem a pressionar transportes, alimentos e, por tabela, o custo do crédito.
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Crédito da imagem: Divulgação / Departamento do Tesouro dos EUA