Pet tech ganha força e atrai capital de olho no boom de gastos com animais
Future Market Insights projeta que o nicho de rastreadores fitness para pets deve saltar para US$ 450 milhões até 2035, ampliando a disputa por recursos entre startups e gigantes de tecnologia.
- Em resumo: A expectativa de crescimento acelera captações e pode remodelar o mercado de bem-estar animal.
De GPS a IA: por que a indústria quer mapear cada passo do seu cão
Empresas como Tractive, Fi e Pitpatpet passaram a combinar monitoramento por GPS, ritmo cardíaco e algoritmos de inteligência artificial para entregar dados em tempo real aos tutores. Segundo levantamento citado pela Reuters, o consumo global em cuidados pet já ultrapassa US$ 200 bilhões anuais, e a coleta de métricas de saúde é vista como o “próximo salto” na monetização desse ticket.
“Como os animais instintivamente mascaram dor ou doença, alertas precoces podem reduzir despesas veterinárias e prolongar a vida do pet”, afirma Martin Theißen, diretor de marketing da Tractive.
Riscos, custos e o impacto no bolso do tutor-investidor
Veterinários alertam que interpretar gráficos sem orientação pode gerar compras desnecessárias de medicamentos ou consultas extras. Em média, um rastreador premium custa de R$ 400 a R$ 1.200 no Brasil, valor que rivaliza com a anuidade de um plano básico de saúde animal. Para efeito de comparação, dados do IBGE apontam que os brasileiros já destinam 0,9% do orçamento familiar a serviços veterinários – fatia que pode crescer com a popularização desses gadgets.
Como isso afeta o seu bolso? A decisão de aderir à tecnologia envolve balancear economia preventiva versus possível superdiagnóstico. Para aprofundar essa análise sob a ótica de investimentos em inovação, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Reprodução / Pitpatpet