Escalada de preços converge colecionadores, investidores e quadrilhas especializadas
Wall Street Journal – Levantamento divulgado recentemente mostra que o preço médio dos cards de Pokémon saltou 3.821% desde 2004, ultrapassando com folga o desempenho do S&P 500 e do Ibovespa no mesmo intervalo. O boom atraiu capital especulativo – e, junto, uma sofisticada cadeia de furtos e assaltos focada nas peças raras.
- Em resumo: cards avaliados em até US$ 300 mil viraram o novo alvo de crimes em série nos EUA e no Reino Unido.
Rentabilidade meteórica vira isca para o crime organizado
Enquanto o monitoramento da Reuters sobre mercados alternativos aponta expansão global de colecionáveis, lojas como a Poké Court, em Manhattan, relatam perdas de até US$ 100 mil em produtos após arrombamentos armados. Casos semelhantes ocorreram em Los Angeles e Nottinghamshire, onde ladrões chegaram a atravessar paredes de tijolos para acessar estoques restritos.
“Desde 2004, a valorização das cartas é de 3.821%, superando largamente o S&P 500 (483%) e o Ibovespa (420%).” – Wall Street Journal
Falta de registro oficial amplia risco e liquidez das peças
Diferentemente de obras de arte ou diamantes, os cards não possuem base de dados unificada que comprove origem ou acompanhe trocas. A autenticação mais respeitada é feita pela Professional Sports Authenticator (PSA), que gradua a condição do item de 0 a 10. Mesmo assim, criminosos retiram facilmente o encapsulamento para impedir rastreamento e revender no mercado paralelo.
O magnetismo financeiro ganha corpo quando celebridades entram no jogo. Em fevereiro, o youtuber Logan Paul embolsou US$ 8 milhões com a venda de um exemplar “Pikachu Illustrator” de 1998, transação que, por ter sido transmitida via YouTube, ampliou a visibilidade do nicho e, indiretamente, dos riscos de segurança.
Como isso afeta o seu bolso? A popularização dos colecionáveis leva investidores de pequena escala a manter itens de alto valor em casa ou em cofres pouco adequados, elevando o risco de perda patrimonial não segurada. Para mais análises sobre segurança e tendências de ativos alternativos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / PSA