Choque fiscal entre Washington e Londres acende alerta para exportadores
Casa Branca – Em 27 de fevereiro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que poderá impor uma tarifa “grande” ao Reino Unido se Downing Street mantiver a cobrança de 2% sobre receitas das gigantes digitais, pressionando diretamente Apple, Google e Meta.
- Em resumo: tarifa extra dos EUA mira neutralizar ganho britânico de £944 milhões ao tributar big techs.
Ameaça tarifária eleva tensão no corredor de comércio transatlântico
Segundo apuração do jornal britânico The Telegraph, confirmada por dados da Reuters, Trump avalia sobretaxar bens britânicos – de automóveis a destilados – como retaliação imediata caso a Digital Services Tax (DST) não seja retirada.
“Não gosto quando atacam empresas americanas”, declarou o presidente, sinalizando que tarifas “ainda mais altas” estão sobre a mesa.
Arrecadação do DST cresce 17% e vira alvo de disputa global
O imposto digital, em vigor desde 2020, rendeu £944 milhões ao Tesouro apenas no exercício 2025-26, avanço de 17% sobre o ano fiscal anterior. Londres defende a taxação como temporária até a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) concluir um acordo multilateral, mas Washington a considera “discriminatória” por atingir majoritariamente empresas sediadas nos EUA.
Histórico recente mostra que a Representação Comercial dos EUA (USTR) já abriu investigações semelhantes contra França, Itália e Índia, suspendendo sanções apenas quando perceberam avanço nas negociações globais. Caso o impasse com o Reino Unido escale, analistas não descartam impacto direto nos preços de importados, repasse para cadeias de suprimentos e nova rodada de volatilidade cambial.
Como isso afeta o seu bolso? Custos maiores sobre produtos britânicos podem encarecer bebidas, cosméticos e peças automotivas no mercado brasileiro se fornecedores repassarem diferenças cambiais. Para acompanhar desdobramentos da crise fiscal entre EUA e Reino Unido, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters