Rotação de capital pressiona Wall Street e abre brecha histórica para a América Latina
BTG Pactual — Em entrevista exibida pela Band durante o Latam Focus 2026, o chairman André Esteves afirmou que o dinheiro estrangeiro começa a abandonar os Estados Unidos e a mirar ativos brasileiros, chilenos e demais vizinhos, criando o que ele classifica como “o bairro calmo” da geopolítica global.
- Em resumo: BTG vê realocação de portfólios globais para moedas e ações latino-americanas com múltiplos ainda “de liquidação”.
Fluxo estrangeiro deixa Wall Street e busca proteção regional
Números da Reuters sobre saldo de investimentos mostram que, só neste trimestre, fundos globais retiraram mais de US$ 40 bi de ações norte-americanas, enquanto aumentaram posições em emergentes. A distorção ficou evidente quando a capitalização da Nvidia chegou a rivalizar todo o mercado japonês, alerta Esteves.
“As árvores crescem, ficam grandes, mas nunca alcançam o céu; diversificar para fora dos EUA é inevitável”, disse o chairman do BTG Pactual.
Commodities baratas e estabilidade institucional entram no radar
Historicamente, choques de oferta elevam o preço de grãos, metais e energia; entretanto, o Índice de Preços de Commodities do Banco Mundial ainda negocia 15% abaixo do pico de 2022, tornando a América Latina — produtora eficiente de soja, cobre, lítio e petróleo — um porto atrativo. Ao mesmo tempo, o receio de “armamentização” do dólar após o bloqueio de ativos russos fez a busca por diversificação cambial crescer.
Como isso afeta o seu bolso? O fortalecimento das moedas locais tende a valorizar empresas exportadoras e reduzir pressões inflacionárias internas. Para aprofundar sua estratégia, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / BTG Pactual