Obra colombiana mostra como a sustentabilidade pode gerar receita e poupar custos
Casa Terracota – Erguida em Villa de Leyva, a maior peça de cerâmica do planeta converteu arte em negócio: a estrutura de 500 m², moldada e “assada” ao sol andino, já movimenta o turismo local e inspira projetos de baixo carbono na América Latina.
- Em resumo: iniciativa atrai visitantes pagantes, reduz insumos de alta emissão e vira vitrine de investimento verde.
Turismo sustentável injeta dinheiro novo em Villa de Leyva
A fama de “casa de barro gigante” transforma a pacata cidade histórica em polo de visitantes. De 2022 para cá, a rede hoteleira da região abriu novos leitos para acompanhar o fluxo, movimento semelhante ao que, segundo a Bloomberg, eleva em até 25% a receita anual de destinos focados em experiências sustentáveis.
“A técnica dispensou cimento e aço; a casa foi literalmente modelada à mão como um vaso gigante e cozida no local com fornos a carvão, camada por camada.”
Efeito referência para o setor imobiliário latino-americano
Além do apelo turístico, a obra mostra que a argila local, quando bem trabalhada, resiste a abalos sísmicos e elimina custos de aço e cimento — materiais cujo preço subiu 7,3% no acumulado de 12 meses, aponta o IBGE. Em países onde o crédito imobiliário ainda é caro, cortar insumos industriais pode reduzir o investimento inicial e ampliar margens de desenvolvedores voltados ao nicho ecológico.
Como isso afeta o seu bolso? Tendências de construção orgânica podem baratear futuros empreendimentos e influenciar o valor de revenda de imóveis sustentáveis. Para mais detalhes sobre inovação e mercado, acesse nossa editoria especializada.
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