Expansão bilionária promete redesenhar mercado de combustíveis no país
Petrobras – em anúncio feito nesta sexta-feira, 15 de maio, a estatal detalhou que a Refinaria de Paulínia (Replan) receberá R$ 17,6 bilhões até 2030, parte de um pacote de R$ 37 bilhões voltado ao estado de São Paulo. O plano inclui aumento de 5 % na capacidade de refino e o início da produção de combustível sustentável de aviação (SAF) já em 2026, movimento que mexe diretamente nas margens da companhia e na concorrência com importados.
- Em resumo: aporte eleva a oferta em 25 mil barris/dia e posiciona o Brasil na rota global do SAF.
Produção de SAF e corte de emissões no radar dos investidores
A Replan adotará o coprocessamento de matérias-primas renováveis, como óleo de cozinha usado, para entregar SAF até dezembro de 2026. Em paralelo, está em engenharia uma planta dedicada à rota ATJ, que converterá etanol em querosene de aviação com capacidade estimada de 10 mil barris/dia a partir de 2027. A iniciativa acompanha a corrida internacional por combustíveis menos poluentes: segundo a Reuters, companhias aéreas visam reduzir emissões em 65 % até 2050.
Hoje, a Replan processa cerca de 434 mil barris por dia e responde por aproximadamente 20 % da capacidade de refino do país, de acordo com a Petrobras.
R$ 37 bi em SP: reflexo nos preços e na transição energética
O pacote paulista prevê ainda uma usina solar de 20 MW dentro da refinaria para cortar consumo de gás natural. Em termos macroeconômicos, ampliar a oferta interna de derivados tende a suavizar picos de preços ao consumidor e reduzir a dependência de importações, especialmente num momento em que o dólar flutua e pressiona custos logísticos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras