Explosão de resultado vem na esteira de renovação de concessão e endividamento maior
Light – A distribuidora fluminense reportou recentemente lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no 1T26, avanço de 573% sobre igual intervalo de 2025, impulsionado por créditos tributários ligados à prorrogação de sua concessão por mais 30 anos.
- Em resumo: resultado recorde convive com Ebitda 27% menor e dívida líquida saltando para R$ 6,7 bi.
Crédito fiscal e nova concessão: alívio contábil, pressão operacional
Segundo a companhia, o reconhecimento de créditos devidos de períodos anteriores teve peso decisivo no lucro. A prática é permitida pela Receita Federal sempre que há mudança contratual que reclassifique tributos pagos a maior. No setor elétrico, esse movimento costuma preceder revisões tarifárias reguladas pela Aneel, lembra relatório da Reuters.
Ebitda ajustado somou R$ 423 milhões, recuo de 27% ante 1T25, mesmo com receita líquida 8,1% maior, a R$ 4,406 bilhões.
Dívida cresce 43% e revisões tarifárias entram no radar
Apesar do ganho extraordinário, a dívida líquida proforma atingiu R$ 6,701 bilhões, alta de 43,2%. Para investidores, o endividamento elevado combinado à revisão tarifária periódica agendada para 2027 pode ditar o ritmo de distribuição de dividendos e os custos de capital. Historicamente, distribuidoras que passam por ciclos de correção tarifária forte sofrem mais volatilidade em caixa, como visto em 2014 com outras concessionárias do Sudeste.
Como isso afeta o seu bolso? Mudanças na tarifa de energia elétrica influenciam diretamente a conta de luz das famílias e o custo operacional de empresas. Para mais análises sobre o setor e seus reflexos na economia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Light