Boletim do Ineep explica desaceleração dos repasses nas bombas
Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) – Na 36ª edição do Boletim de Preços, divulgada em 14 de maio, o instituto mostra que, mesmo com o barril perto de US$ 118 no mercado internacional, os brasileiros sentiram reajustes bem menores que consumidores dos Estados Unidos e da União Europeia.
- Em resumo: Diesel subiu 5,1% em abril, gasolina 2,3% e GLP 3,2%, contra avanços bem mais agressivos lá fora.
Intervenções da Petrobras e impostos seguram a curva de preços
Diferentemente de mercados que seguem a paridade internacional quase automática, o Brasil conta, desde 2023, com pacotes de desoneração tributária e política comercial da Petrobras que diluem choques externos. Analistas lembram que medidas semelhantes já foram adotadas na crise de 2008, quando a estatal reduziu a frequência de ajustes. Segundo dados compilados pela Reuters, a defasagem média no país ainda gira em torno de 10% frente ao Golfo do México, mas permanece controlada.
Depois de subir 16,2% em março, o diesel avançou 5,1% em abril; a gasolina aumentou 2,3%, ante 4,6% no mês anterior; o GLP teve alta de 3,2%, enquanto o etanol ficou estável.
Cenário externo pressiona; riscos para inflação doméstica
O fechamento parcial do Estreito de Ormuz e a tensão geopolítica entre Estados Unidos, Israel e Irã mantiveram o petróleo em níveis elevados, forçando altas acima de 15% nos postos norte-americanos no mesmo período. Para o consumidor brasileiro, a conta veio menor, mas não está isenta de riscos: a cada 1% de aumento no diesel, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tende a ganhar 0,03 ponto percentual, segundo estimativas do Banco Central.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS