Lucro encolhe, mas dividendos seguem polpudos e petróleo dispara
PETROBRAS – As ADRs da estatal alternavam leves altas e baixas no pré-mercado de Nova York, enquanto o Conselho aprovou R$ 9 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP). A decisão mantém o fluxo de dividendos mesmo após queda de 7,2% no lucro do 1T26, em meio à escalada do Brent acima de US$ 107.
- Em resumo: JCP de R$ 0,70 por ação será pago em 20/08/2026 e 21/09/2026.
Lucro menor expõe dívida crescente e caixa mais curto
A companhia reportou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões, mas o free cash flow caiu 22,9%, para R$ 20,1 bilhões, e a dívida líquida subiu 10,8%, atingindo US$ 62,1 bilhões. Segundo dados compilados pela Reuters, o barril do Brent avançou cerca de 15% no ano, o que, em tese, ajudaria a receita da petroleira.
“O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 44 bilhões, queda de 10,9% frente ao mesmo intervalo do ano passado.”
Calendário de JCP mantém atratividade apesar da volatilidade
Cada acionista receberá duas parcelas idênticas de R$ 0,35. Para quem possui as ações na B3, a data-base é 1º/06/2026; já para detentores de ADRs, o corte será em 03/06/2026. Desde 2022 a Petrobras tem vinculado a distribuição à geração de caixa, e, mesmo com margens apertadas, a remuneração de 2026 supera a média histórica do setor de oil & gas brasileiro.
Como isso afeta o seu bolso? O rendimento projetado preserva o apelo de dividendos da PETR4, mas a trajetória da dívida e a volatilidade do petróleo podem exigir cautela. Para mais detalhes sobre movimentações de grandes estatais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras