Venda bilionária reacende debate sobre domínio estrangeiro em minerais estratégicos
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu procedimento administrativo para entender se a combinação entre a brasileira Serra Verde Pesquisa e Mineração e a norte-americana USA Rare Earth, avaliada em US$ 2,8 bilhões, configura ato de concentração que exigiria aval prévio.
- Em resumo: Cade pode obrigar notificação formal ou até rever a transação que garante 15 anos de fornecimento integral da produção de terras raras.
O que está em jogo na cadeia global de terras raras
Com o acordo, as duas companhias planejam integrar, fora da Ásia, todas as etapas — da extração ao ímã permanente — num setor hoje dominado pela China, responsável por cerca de 70% do output mundial, segundo dados do USGS.
“A abertura do APAC não significa necessariamente que haja problemas concorrenciais. Ao fim da apuração, o Cade pode arquivar o caso, homologar a operação ou instaurar processo administrativo”, informou o órgão antitruste.
Impacto econômico: da geopolítica ao bolso do investidor
Especialistas veem na venda uma tentativa de reduzir a dependência ocidental de insumos críticos para carros elétricos e turbinas eólicas. O contrato de 15 anos, com preços mínimos garantidos, dá previsibilidade de receita à mineradora — ponto observado por analistas que acompanham o fluxo de capitais para projetos de transição energética.
Como isso afeta o seu bolso? Se o Cade exigir mudanças no acordo, prazos de entrega e custo dos componentes magnéticos podem oscilar. Para mais detalhes sobre movimentos de economia real que mexem com o mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Serra Verde