Pressão financeira eleva a dívida e coloca a LAND3 sob lupa do mercado
Terra Santa Propriedades Agrícolas (LAND3) – A companhia divulgou recentemente que o lucro líquido do 1º trimestre de 2026 encolheu para R$ 8,25 milhões, queda de 15% frente a igual intervalo de 2025, enquanto o custo da dívida freou o resultado.
- Em resumo: resultado financeiro negativo passou de R$ 3,82 mi para R$ 5,56 mi, corroendo o ganho operacional.
Lucro cai, mas Ebitda avança em meio a juros elevados
Apesar da pressão nas despesas financeiras, o Ebitda ajustado cresceu 7,9%, alcançando R$ 16,67 milhões – sinal de ganho de eficiência no arrendamento de terras.
“Esse aumento decorre, principalmente, da captação de R$ 40 milhões no período, realizada com o objetivo de reforçar a liquidez da companhia e suportar as necessidades de capital de giro”, informou a Terra Santa em comunicado ao mercado.
Dívida e alavancagem se aproximam da marca de 1x Ebitda
A dívida líquida saltou de R$ 57,2 milhões em 31/12/2025 para R$ 69,9 milhões em 31/03/2026, elevando o índice Dívida Líquida/Ebitda para 1,03x. Embora o múltiplo ainda seja considerado baixo para o setor de propriedades agrícolas, o patamar sinaliza maior atenção dos investidores, sobretudo em um cenário de Selic acima de dois dígitos, que encarece o serviço da dívida.
Historicamente, empresas de terras agrícolas mantêm alavancagem abaixo de 2x Ebitda para preservar flexibilidade em ciclos de preços de commodities. Caso os juros permaneçam elevados, novos financiamentos podem ficar mais caros, comprimindo margens e potencialmente retardando distribuições de dividendos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Terra Santa Propriedades Agrícolas