Fluxo de caixa encolhe enquanto preço do Brent sobe no exterior
Petrobras divulgou recentemente lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1T26, retração de 7,2% que esfriou as projeções do mercado em meio ao avanço de 6,5% no Brent e câmbio mais barato.
- Em resumo: lucro recua, dívida líquida sobe 10,8% e geração de caixa livre perde quase um quarto.
Margem pressionada apesar do petróleo mais caro
Mesmo com o barril do Brent a US$ 80,61 – maior patamar em um ano, segundo dados da Reuters –, o Ebitda ajustado caiu 2,4%, para R$ 59,6 bilhões, sinalizando que a estatal não converteu totalmente o ganho de preço em rentabilidade.
A companhia classificou os números como “sólidos”, atribuindo o desempenho à “forte performance operacional” e à valorização do real frente ao dólar.
O que explica a defasagem e por que ela pesa no caixa
A estatal lembra que existe um lapso entre o embarque e o reconhecimento de receita: as exportações do 1T26 foram precificadas pelo petróleo de semanas anteriores, quando a cotação era menor, mecanismo comum em contratos no mercado asiático. Com isso, o impulso do conflito no Oriente Médio só deve aparecer nos resultados do 2T26.
Historicamente, cada US$ 1 de variação no Brent adiciona cerca de R$ 2 bilhões ao Ebitda anual da empresa, mostram relatórios compilados pela B3. Se o barril permanecer acima de US$ 80 e o câmbio seguir em R$ 5,26, analistas projetam alívio na alavancagem ainda este ano, mas alertam para o fluxo de caixa já reduzido em 22,9%.
Como isso afeta o seu bolso? Menor geração de caixa pode reduzir espaço para dividendos extraordinários e aumentar a volatilidade das ações. Para acompanhar outras análises do setor de petróleo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras