De base fiscal colonial a polo que faz o dinheiro girar em Minas
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — Dados recentes mostram que Sete Lagoas, onde Tiradentes comandou um posto fiscal em 22/04/1780, converteu sua herança histórica em ativo econômico que se soma às exportações de ferro-gusa para gerar receita bilionária e novos empregos.
- Em resumo: turismo cultural e siderurgia garantem cerca de US$ 600 milhões/ano à economia local.
Herança que vale: história alavanca fluxo turístico
O centro da cidade rebatizado com o nome do inconfidente recebe, em média, 25 mil visitantes mensais, segundo a Secretaria Municipal de Turismo. A demanda cresce nos feriados de abril, quando a praça Tiradentes recria o cotidiano militar de 1780 e injeta recursos em hotelaria e restaurantes. Em todo o país, o setor de viagens já responde por 7,8 % do PIB, de acordo com relatório da Reuters, e Sete Lagoas acelera acima dessa média.
Entre 22 de abril de 1780 e 23 de junho de 1781, Tiradentes vigiou rotas de ouro e cobrou tributos no Registro local — hoje, o mesmo endereço rende dividendos ao trade turístico mineiro.
Ferro-gusa e ciência agrícola turbinam a arrecadação
Além do turismo, 21 usinas de ferro-gusa respondem por US$ 600 milhões em vendas externas anuais, destinando o produto sobretudo aos Estados Unidos e à Europa. O complexo industrial ajuda a manter o PIB per capita de Sete Lagoas acima da média mineira, mostram séries históricas do IBGE. Já a Embrapa Milho e Sorgo, inaugurada em 1976, atrai pesquisadores e investimentos em tecnologia agrícola que revertem em produtividade no Cerrado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Sete Lagoas