Prazo curto aumenta a pressão sobre o orçamento de quem faz aniversário em maio
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – A liberação do saque-aniversário para nascidos em maio começou em 04 de maio de 2026 e termina em 31 de julho de 2026, oferecendo acesso imediato a uma fatia do saldo que pode reforçar o caixa das famílias em um momento de desaceleração do consumo.
- Em resumo: quem perder o prazo de 90 dias só volta a ter direito ao saque em 2027.
Janela de 90 dias: cada dia perdido é dinheiro parado
O período de três meses segue a mesma regra válida desde 2020: liberação no mês de nascimento e encerramento no último dia do segundo mês subsequente. O detalhe é que, se o valor não for retirado dentro dessa janela, ele retorna automaticamente à conta vinculada, reforçando o caixa do fundo e não do trabalhador. Como lembra o portal oficial do FGTS, o processo de saque pode ser feito pelo aplicativo, internet banking ou nas agências da Caixa.
“Depois de 31 de julho de 2026, o valor não sacado volta ao FGTS e somente poderá ser movimentado no próximo ciclo de saque-aniversário”, esclarece o regulamento do Ministério do Trabalho e Emprego.
Impacto econômico: mais de R$ 25 bilhões podem circular até julho
Estimativas da Caixa Econômica Federal apontam que o saque-aniversário injetou cerca de R$ 34 bilhões na economia em 2025. Mantido o ritmo, ao menos R$ 25 bilhões devem entrar em circulação até o fim de julho, número que equivale a quase metade da projeção de vendas do varejo para o trimestre, segundo cálculos baseados na última Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.
Além de liberar recursos imediatos, o FGTS rende apenas 3% ao ano + TR. Quando a Selic está acima de 10%, como no patamar atual, especialistas avaliam que parte dos trabalhadores opta por sacar para abater dívidas caras ou reforçar a reserva de emergência, melhorando o fluxo de caixa doméstico.
Como isso afeta o seu bolso? Perder o prazo significa deixar dinheiro rendendo menos que a inflação dentro do fundo. Para acompanhar outras oportunidades que mexem com as finanças pessoais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Caixa Econômica Federal