Mudança acelera corrida de TI e escritórios para atualizar relatórios financeiros
Conselho Federal de Contabilidade (CFC) – A convergência da IFRS 18 para o Brasil, batizada de NBC TG 51, força companhias a redesenhar a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e rever, desde agora, planos de contas, sistemas de ERP e processos de auditoria. A regra vale para exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027.
- Em resumo: lucro operacional passará a ser calculado de forma padronizada, limitado a três novas categorias de resultado.
Lucro operacional ganha fórmula única; flexibilidade chega ao fim
Com a NBC TG 51, a DRE perderá a liberdade de subtotais “sob medida”. O demonstrativo precisará separar receitas e despesas em pilares operacional, de investimento e financeiro. Segundo reportagem da Reuters, a medida segue tendência global de aumentar a comparabilidade de números corporativos.
“A norma introduz três categorias obrigatórias para receitas e despesas, exigindo que o lucro operacional seja apurado de forma idêntica entre diferentes entidades.” – Texto da NBC TG 51
MPMs sob mira da auditoria e histórico mostra rigidez crescente
Além da nova estrutura, indicadores extraoficiais, agora chamados de Medidas de Desempenho Definidas pela Gestão (MPMs), terão de ser conciliados nas notas explicativas e ficarão sujeitos a verificação externa. Esse movimento repete o observado em 2021, quando a IFRS 16 levou empresas a capitalizar contratos de leasing, elevando passivos e ajustando Ebitda.
Como isso afeta o seu bolso? Relatórios mais padronizados podem alterar provisões de dividendos, metas de bônus e até cláusulas de dívida atreladas a covenants de lucro. Para entender outros impactos regulatórios no mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Comunicação CFC