Fissura entre aliados de Bolsonaro amplia incerteza sobre as próximas votações econômicas
Partido Liberal (PL) – A confirmação do nome de André do Prado para concorrer ao Senado por São Paulo, feita recentemente pela cúpula da sigla, provocou um racha público entre Ricardo Salles, Eduardo Bolsonaro e aliados, acendendo alerta sobre a consistência da bancada que decide matérias fiscais e tributárias.
- Em resumo: divisão pode reduzir coesão do bloco de direita, crucial para aprovar mudanças que mexem com contas públicas.
Divididos, mas decisivos: por que a cadeira paulista importa para o mercado
O Senado tem papel central na validação de projetos como a reforma tributária e o novo arcabouço fiscal. Segundo levantamento da Reuters, cada voto bolsonarista tem sido decisivo nas últimas votações econômicas. Ao assumir a pré-campanha, Prado recebe apoio de Valdemar Costa Neto, enquanto Salles, cotado pelo Novo, promete ficar na disputa até que o vice-prefeito Ricardo de Mello Araújo seja considerado.
“A questão é muito simples: parem de desrespeitar a vontade de Jair Bolsonaro. Tirem o filhote do Valdemar e coloquem o Mello Araújo de candidato. Esse sim é direita e paulista”, escreveu Ricardo Salles nas redes sociais.
Risco de dispersão de votos pode favorecer centro e esquerda
Analistas políticos lembram que, em 2022, a fragmentação de candidaturas pró-mercado em SP reduziu a margem conservadora e abriu espaço para a oposição. Se Salles, Prado e eventuais nomes do PP avançarem até outubro, o quociente eleitoral tende a pulverizar o voto à direita, elevando a probabilidade de que legendas mais alinhadas a gastos públicos – e, portanto, menos comprometidas com ajuste fiscal – conquistem até duas cadeiras.
Como isso afeta o seu bolso? Menos apoio no Senado para pautas de controle de gastos pode pressionar juros futuros e encarecer crédito. Para acompanhar outros desdobramentos políticos que mexem na economia, visite nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Partido Liberal