Fluxo externo recorde reforça valorização do real e pressiona inflação para baixo
Banco Central do Brasil – Na última sexta-feira (8), o dólar encerrou o pregão a R$ 4,8942, menor cotação em dois anos e primeira marca abaixo de R$ 4,90 desde 15/01/2024. A nova mínima reforça o ganho de mais de 13 % do real em 12 meses e reacende o debate sobre quanto espaço ainda resta para a divisa norte-americana cair.
- Em resumo: dólar desvaloriza 10 % em 2026, aliviando custos de importação e ajudando o Banco Central no combate à inflação.
Capital estrangeiro injeta fôlego no câmbio
O ingresso de R$ 54,39 bilhões na B3 até 6 de maio demonstra o apetite dos investidores por ativos locais. Esse movimento, segundo o Boletim Focus, sustenta a projeção de dólar a R$ 5,25 no fim de 2026, mas com viés de baixa nas últimas semanas.
“Um câmbio mais apreciado funciona como desinflacionário natural, reduzindo a pressão sobre combustíveis e insumos industriais”, observa André Matos, CEO da MA7 Negócios.
Impacto no bolso: energia mais barata e crédito menos salgado
Historicamente, cada recuo de 1 % no dólar tende a cortar até 0,05 ponto percentual do IPCA, segundo séries do BC. A continuidade desse movimento pode acelerar quedas na Selic, o que, como lembra Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, será “determinante para a descompressão dos spreads de crédito”. Para o consumidor, isso significa combustível e produtos importados mais baratos e, no médio prazo, juros menores em financiamentos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central