Escalada no Oriente Médio esfria rali cripto e liga alerta de volatilidade
Bitcoin (BTC) – Poucas horas depois de renovar a máxima histórica de US$ 80 mil, a maior criptomoeda do mercado devolveu parte dos ganhos com rumores de um ataque do Irã a um navio de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz, movimento que atingiu principalmente as altcoins na madrugada desta segunda-feira (4).
- Em resumo: a incerteza geopolítica derrubou altcoins e freou o otimismo que dominava o mercado após o pico recorde do BTC.
Ataque no Estreito de Ormuz acende o sinal amarelo
Agências internacionais repercutiram relatos não confirmados de que embarcações norte-americanas sofreram ofensiva iraniana, tensão que costuma elevar o preço do petróleo e ampliar a aversão a risco. Segundo dados da Reuters, quase 20% do comércio global de óleo cru passa pelo estreito, tornando qualquer conflito na região um gatilho de volatilidade para ativos sensíveis, como as criptomoedas.
Antes dos temores geopolíticos, o BTC chegou a atingir os US$ 80 mil, trazendo bastante otimismo ao mercado.
Por que a geopolítica importa para a curva de preços cripto
No último grande choque entre EUA e Irã, em 2020, o bitcoin oscilou mais de 15% em 48 horas, um padrão que se repete sempre que há risco sistêmico. Historicamente, a dominância do BTC tende a crescer nesses cenários, enquanto tokens menores perdem liquidez e sofrem quedas mais intensas. Para o investidor, isso significa spreads maiores e menor previsibilidade de saída em altcoins, além do encarecimento de posições alavancadas.
Como isso afeta o seu bolso? A volatilidade súbita pode ampliar em segundos tanto os ganhos quanto as perdas. Para entender outras formas de proteger o portfólio em momentos de estresse, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Future of Money