Rendimentos isentos entram no radar do Leão e podem custar caro
Receita Federal – A autarquia confirmou que quem acumulou valores isentos superiores a R$ 200 mil ou rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 até 31/12/2025 está automaticamente obrigado a entregar a declaração do IR 2026, sob risco de multa de até 20% sobre o imposto devido.
- Em resumo: passar dos limites de R$ 200 mil (isentos) ou R$ 35.584 (tributáveis) em 2025 torna a entrega obrigatória em 2026.
Quando o rendimento vira motivo para malha fina
Além de salários, pró-labore e aluguéis, qualquer herança, FGTS ou ganho na poupança que eleve o montante isento para além do teto precisa ser informado. Caso contrário, o sistema de cruzamento da Receita – reforçado por dados do e-Social e de instituições financeiras – identifica a discrepância em poucos segundos.
“Um dos principais erros é achar que, por não gerar imposto, o rendimento pode ficar fora da declaração”, alerta Leonardo Roesler, tributarista do RCA Advogados.
Documentos organizados evitam multa e bloqueio de restituição
Separar informes de bancos, corretoras e recibos de despesas médicas antes do início do prazo reduz as chances de cair na malha fina. Nos últimos cinco anos, segundo dados públicos da própria Receita, mais de 890 mil contribuintes foram retidos anualmente por omissão ou erro de digitação.
Como isso afeta o seu bolso? A multa mínima é de R$ 165,74, mas pode chegar a 20% do imposto devido. Para saber como se preparar melhor, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal