Correção relâmpago expõe oportunidade antes do próximo rali?
Ibovespa — Após ter acumulado alta de 16% até abril, o principal índice da B3 perdeu fôlego na primeira quinzena de maio, recuando 4% e voltando ao patamar dos 180 mil pontos, nível visto pela última vez em março.
- Em resumo: Inflação global, petróleo caro e temporada de resultados fraca derrubaram ações brasileiras, mas múltiplos continuam abaixo da média histórica.
Choque inflacionário freia cortes de juros e pressiona o índice
Os receios de inflação mais alta, impulsionados pelo preço do petróleo e pela tensão prolongada no Oriente Médio, levam investidores a revisar o apetite por risco. O Federal Reserve indicou que pode adiar o início do ciclo de afrouxamento monetário, enquanto o Banco Central brasileiro já fala em reduzir o ritmo de cortes da Selic.
“Esse não é o fim do mundo: a bolsa brasileira ainda negocia a múltiplos atrativos”, avalia Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, em entrevista ao Giro do Mercado.
Correção abre espaço para quem busca barganhas na B3
Mesmo com o baque recente, o Ibovespa opera perto de 7,5 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses — abaixo da média de 10 anos, que gira em torno de 11 vezes. Historicamente, momentos em que o índice alcança esse desconto costumam preceder períodos de retorno acima da média, principalmente quando há retomada dos fluxos estrangeiros.
Como isso afeta o seu bolso? Um novo rali do índice pode valorizar carteiras posicionadas em blue chips e empresas de crescimento defensivo. Para acompanhar os desdobramentos e saber onde alocar seus recursos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3