Algoritmo prevê clima, salários e promoções para acertar o pedido diário
Aravita – Recentemente, a foodtech brasileira passou a fornecer a grandes redes de varejo alimentar um sistema preditivo que ajusta, em tempo real, a quantidade de frutas, legumes e verduras a serem comprados dos fornecedores. O resultado imediato é a queda de 25% no desperdício, aliviando custos e evitando gôndolas vazias.
- Em resumo: menos perdas significam margens mais largas e menor repasse de preço ao consumidor.
Modelo antecipa demanda com centenas de variáveis
O motor de cálculo considera temperatura, previsões de chuva, calendário de pagamentos e até o efeito de promoções cruzadas para chegar ao volume ideal de cada item. O algoritmo descarta modelos de linguagem e opera com séries numéricas de alta frequência, solução desenhada para produtos ultrapericíveis. De acordo com dados do IBGE, mais de 30% dos alimentos produzidos no País não chegam ao prato do consumidor, um gargalo que a empresa pretende reduzir de forma mensurável.
“Com o nosso trabalho conseguimos reduzir em 25% o desperdício nos supermercados, ao mesmo tempo em que colaboramos para uma cadeia de suprimentos mais sustentável”, afirma Marco Perlman, cofundador da Aravita.
Por que a redução de perdas vira vantagem competitiva
Desperdício estrutural pressiona o custo dos varejistas e, na sequência, a inflação de alimentos monitorada pelo IPCA. Cortar esse excesso significa travar preços, liberar capital de giro e poupar recursos naturais. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), cada tonelada de comida desperdiçada representa cerca de 4,5 toneladas de CO₂ equivalente emitidas ao longo da cadeia.
Como isso afeta o seu bolso? Menos perdas no atacado tendem a frear reajustes no varejo e ampliar promoções sazonais. Para acompanhar outras iniciativas que podem mexer no preço da cesta de compras, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Aravita