A nova tabela do Imposto de Renda isenta totalmente quem ganha até R$ 5.000 por mês e dá um desconto parcial para quem recebe entre R$ 5.000 e R$ 7.350, com a regra entrando em vigor em 2026. Antes, a isenção ia só até R$ 2.259,20, então a mudança tira milhões de trabalhadores da cobrança e reduz o imposto de quem fica logo acima do limite. Para pagar essa conta, foi criada uma tributação mínima para quem ganha muito, acima de R$ 600 mil por ano. Veja quem fica isento, como funciona o desconto na faixa de transição e o que muda na sua declaração.

O que muda com a nova tabela

A principal alteração é a isenção total do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês. Quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 passa a ter uma redução gradual do imposto, que vai diminuindo até zerar o benefício no topo dessa faixa. Acima de R$ 7.350, continua valendo a tabela progressiva normal. A medida foi aprovada em 2025 e começa a valer em 2026, alterando as leis do Imposto de Renda.

Quem fica isento

Fica totalmente isento do Imposto de Renda quem tem renda mensal total de até R$ 5.000. Um ponto importante: o limite vale para a soma de todas as fontes de renda. Quem recebe de mais de um lugar, mesmo que cada rendimento isolado seja menor que R$ 5.000, pode precisar complementar o imposto na declaração anual, se a soma passar do teto. Entender o que separa o salário bruto do líquido ajuda a saber qual é a sua base de cálculo antes de comemorar a isenção.

A faixa de transição: desconto de R$ 5.000 a R$ 7.350

Documentos do Imposto de Renda e calculadora sobre a mesa, nova tabela de 2026

Entre R$ 5.000 e R$ 7.350, o trabalhador não fica isento, mas ganha um redutor que diminui o imposto. Esse desconto é maior perto de R$ 5.000 e vai encolhendo até acabar em R$ 7.350. A tabela abaixo ilustra a lógica do desconto parcial (os valores são aproximados e podem ser ajustados; confirme na Receita Federal):

Renda mensalDesconto aproximado no IR
Até R$ 5.000Isento (imposto zerado)
R$ 5.500Desconto parcial elevado, perto de 75%
R$ 6.000Cerca de metade do imposto
R$ 6.500Desconto menor, perto de 25%
A partir de R$ 7.350Sem desconto; tabela normal

Na prática, a mordida do leão só volta a ficar cheia acima de R$ 7.350. Entre R$ 5.000 e esse valor, a conta fica mais leve, com o alívio diminuindo conforme o salário sobe.

Quem vai pagar mais: a tributação mínima das altas rendas

Para compensar a perda de arrecadação, foi criada uma tributação mínima para quem ganha muito. Pessoas com rendimentos muito altos no ano, acima de R$ 600 mil, passam a ter uma alíquota mínima que cresce conforme a renda, chegando a 10% para quem recebe a partir de R$ 1,2 milhão por ano. A ideia declarada é corrigir uma distorção em que contribuintes de altíssima renda pagavam, proporcionalmente, menos imposto que a classe média. Essa mudança conversa com a reforma tributária de 2026, que mexeu em vários tributos do país.

O que muda na sua declaração

Para a maioria dos assalariados dentro da isenção, a mudança aparece já no contracheque, com menos imposto retido na fonte, e na hora de declarar. Ainda assim, estar isento do imposto não significa, automaticamente, estar dispensado de declarar: as regras de obrigatoriedade seguem outros critérios, como total de rendimentos, bens e tipo de renda. Vale revisar como declarar o Imposto de Renda para não confundir isenção com dispensa de declaração.

Casos especiais: mais de uma renda e quem mora fora

Pessoa sorrindo com o envelope de pagamento apos a isencao do Imposto de Renda

Dois grupos precisam de atenção redobrada. Quem tem mais de uma fonte de renda deve somar tudo para saber se passou do teto de isenção, porque cada fonte desconta como se fosse única, e o acerto vem na declaração. Já quem se mudou para o exterior tem regras próprias e precisa comunicar a saída definitiva do país e o Imposto de Renda para não continuar sendo tributado como residente. Em ambos os casos, o erro mais comum é olhar só um rendimento isolado e esquecer que o Imposto de Renda enxerga o conjunto.

Quanto você economiza na prática

Os números ajudam a sentir o tamanho da mudança. Quem ganha R$ 5.000 por mês e antes pagava imposto passa a ter o valor zerado, uma economia que, nos cálculos divulgados pelo governo, chega a algo em torno de R$ 300 por mês. Na faixa de transição, o alívio é parcial, mas relevante: estimativas oficiais apontam, por exemplo, que um profissional com salário em torno de R$ 6.000 pode economizar perto de R$ 3.200 no ano, e alguém com cerca de R$ 6.260 pode ter uma redução anual próxima de R$ 1.800. Os valores exatos dependem da sua renda e das deduções, mas a direção é clara: quem está até R$ 7.350 paga menos imposto do que pagava na tabela antiga. Vale refazer a conta com o seu salário para saber quanto vai sobrar a mais por mês.

Afinal, o que muda com a nova tabela do Imposto de Renda

A nova tabela do Imposto de Renda isenta quem ganha até R$ 5.000 por mês e alivia quem recebe até R$ 7.350, com vigência a partir de 2026, enquanto cria uma tributação mínima para as altas rendas acima de R$ 600 mil por ano. Para quem está na faixa isenta, sobra mais dinheiro no mês; para quem está na transição, a conta fica mais leve de forma escalonada. O essencial é somar todas as suas rendas antes de concluir que está isento, conferir os valores vigentes na Receita e lembrar que isenção não é o mesmo que dispensa de declarar.

Conteúdo de caráter educativo e informativo, sem consultoria jurídica, contábil ou financeira. Regras, valores, taxas e alíquotas mudam com o tempo, inclusive por decreto ou lei; confirme os dados atualizados nas fontes oficiais e, se precisar, procure um profissional habilitado antes de decidir.

Fontes