Resultado menor, mas com reforço de caixa que anima o mercado
Petrobras divulgou recentemente lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 7,2% sobre igual intervalo de 2025, mas com geração de caixa robusta e distribuição antecipada de dividendos.
- Em resumo: estatal pagará R$ 9,03 bilhões aos acionistas mesmo com lucro menor.
Brent mais caro e produção recorde sustentam desempenho
O preço do barril Brent saltou de US$ 63,69 no fim de 2025 para US$ 80,61 no período, enquanto a produção própria da estatal cresceu 16%. De acordo com reportagem da Reuters, o choque de oferta global após o conflito no Oriente Médio elevou margens de grandes petroleiras.
Ebitda ajustado ficou em R$ 59,6 bilhões, queda anual de 2,4%, mas suficiente para gerar fluxo de caixa operacional de R$ 44 bilhões, informou a companhia.
Dividendos antecipados: sinal de confiança ou de cautela?
O conselho aprovou distribuição de R$ 0,70 por ação (ordinária e preferencial), paga em agosto e setembro de 2026. Embora o montante represente apenas parte dos R$ 77,9 bilhões distribuídos ao longo de 2025, a antecipação preserva a tradição de retornos elevados da estatal e pode servir de colchão a possíveis oscilações no preço do petróleo.
Historicamente, a política de remuneração da Petrobras prevê repasse de 45% do fluxo de caixa operacional quando a dívida bruta fica abaixo de US$ 65 bilhões. No fim de março, o endividamento líquido estava em US$ 57,7 bilhões, mantendo o gatilho acionado para dividendos.
Como isso afeta o seu bolso? O rendimento projetado supera 6% ao ano, atraindo investidores atrás de fluxo de caixa estável num cenário de Selic em queda. Para mais detalhes sobre balanços corporativos e impactos no mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Marcos Serra Lima – g1