Projeções turbinadas por alta do petróleo e produção recorde
Petrobras divulga nesta segunda-feira (11) o balanço do 1º tri de 2026, e o mercado já precifica números robustos que podem redefinir o humor sobre PETR4 na B3.
- Em resumo: casas de análise veem Ebitda entre US$ 11,5 bi e US$ 13,3 bi, além de dividendos de até US$ 2,4 bi.
Ebitda bilionário: por que as projeções subiram
Segundo relatório do Bank of America, o barril Brent ficou em média a US$ 78,4 no trimestre, 23% acima do fim de 2025 e 16% superior ao mesmo período do ano passado. Esse movimento, somado ao avanço de 16% na produção, sustenta a estimativa de Ebitda em torno de US$ 12,8 bi. A leitura converge com o monitoramento de preços internacionais, que aponta trajetória firme da commodity desde fevereiro.
“O salto na produção do pré-sal e a valorização do Brent mantêm o fluxo de caixa livre elevado, mesmo com capex mais pesado”, destaca o BofA.
Itaú BBA calcula Ebitda de US$ 12,5 bi, enquanto Goldman Sachs projeta US$ 11,5 bi — sua ponta mais conservadora, 11% abaixo do consenso LSEG. Já o Morgan Stanley fala em US$ 13,3 bi, podendo revisar para cima caso os prêmios de exportação do pré-sal venham acima do esperado.
Dividendos, política de preços e efeito no bolso do investidor
Independentemente do patamar exato, a discussão central estará na remuneração ao acionista. A maioria das casas espera distribuição de US$ 2,4 bi, equivalente a yield entre 1,5% e 2,0%. Para efeito de comparação, a média de yield das grandes petroleiras globais gira em torno de 4% ao ano, mas a Petrobras manteve taxa superior a 8% em 2023 graças à política que destina 45% do fluxo de caixa livre a dividendos extraordinários.
Outro ponto sensível é a defasagem de até 40% nos preços internos da gasolina em relação à paridade internacional. Caso a direção sinalize ajuste ou revisão da política de combustíveis durante a teleconferência, o impacto poderá ser imediato tanto sobre a inflação quanto sobre o caixa da companhia.
Como isso afeta o seu bolso? Um Ebitda acima do consenso reforça expectativa de dividendos sustentáveis e pode destravar nova rodada de valorização nas ações. Para mais detalhes sobre o setor de petróleo e outras blue chips, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: REUTERS / Pilar Olivares