Faixa oficial da nova classe C vai de R$ 2,5 mil a R$ 10,8 mil mensais
FGV Social — levantamento divulgado recentemente mostra que qualquer domicílio brasileiro com renda total a partir de R$ 2.525 já entra nas estatísticas da classe média, mesmo que ainda sinta o orçamento apertado.
- Em resumo: famílias entre R$ 2.525 e R$ 10.885 mensais são enquadradas como classe C na metodologia da FGV.
Mesmo critério, realidades opostas dentro da classe C
A amplitude da faixa faz com que um lar que mal supera o salário mínimo conviva na mesma categoria estatística de quem chega perto dos R$ 11 mil. Segundo dados de inflação do IBGE, o custo de vida nas capitais cresceu cerca de 4% nos últimos 12 meses, estreitando ainda mais a folga orçamentária dos estratos mais baixos.
“Entre R$ 2.525 e R$ 10.885 cabem perfis muito diferentes de consumo e de vulnerabilidade”, aponta o estudo da FGV Social.
Percentual recorde de brasileiros na classe C não garante conforto financeiro
Com 60,97% da população classificada como classe média em 2024, o país atinge o maior nível da série histórica. O salto foi favorecido pela retomada pós-pandemia e pelo reajuste real do salário mínimo — hoje em R$ 1.502 —, mas não elimina pressões como juros elevados no crédito rotativo e encarecimento de serviços essenciais.
Como isso afeta o seu bolso? Estar na “estatística” da classe média não impede que despesas fixas consumam boa parte da renda. Para aprofundar os caminhos de planejamento financeiro e ganhar respiro no fim do mês, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / FGV Social