Nas compras internacionais feitas com cartão de crédito, débito ou pré-pago, e na compra de moeda estrangeira em espécie, incide um IOF de 3,5% sobre o valor, regra que passou a valer após o decreto de 2025. Antes existia um cronograma que reduziria esse imposto até zerar no fim da década, mas ele foi revertido. Veja como o IOF do cartão internacional é cobrado, sobre o que ele incide, como aparece na fatura e o que dá para fazer para pagar menos.
O que é o IOF no cartão internacional
Sempre que você gasta em moeda estrangeira, o governo cobra o IOF sobre aquele valor convertido em reais. Vale para a viagem em que você passa o cartão numa loja lá fora, para a compra em um site internacional e até para a assinatura de um serviço estrangeiro cobrado em dólar. É um custo que se soma ao preço do produto e à conversão da moeda, e por isso a fatura sempre vem um pouco maior do que a etiqueta sugeria.
Quanto é hoje e o que mudou
A alíquota atual é de 3,5% para as compras internacionais no cartão e para a compra de moeda em espécie. Esse número mudou nos últimos anos, e é fácil se confundir com informações antigas. O quadro abaixo ajuda a entender a virada:
| Momento | O que valia | Situação |
| Cenário anterior | Cronograma de redução gradual até zerar no fim da década | Revogado |
| Após o decreto de 2025 | Alíquota de 3,5% sobre compras internacionais e moeda em espécie | Regra em vigor |
Como o IOF pode ser alterado por decreto, sem lei nova, vale sempre conferir o valor vigente na Receita Federal antes de uma compra grande ou de uma viagem.

Sobre o que o IOF do cartão incide
- Compras em lojas físicas durante viagens ao exterior.
- Compras em sites internacionais, mesmo sem sair de casa.
- Assinaturas e serviços digitais cobrados em moeda estrangeira.
- Saques em moeda estrangeira no exterior.
- Compra de moeda em espécie para levar na viagem.
Em todos esses casos, o valor em moeda estrangeira é convertido para real pela cotação do dia, e o IOF incide sobre esse total convertido.
Como o IOF aparece na fatura
No cartão de crédito, o IOF é cobrado no momento de cada transação internacional e aparece como uma linha separada, ou já somado ao valor da compra convertida. Você verá o gasto original em moeda estrangeira, a conversão para real pela cotação do dia do fechamento ou da compra, e o IOF por cima. Vale conferir esses detalhes, e entender melhor como funciona o cartão de crédito internacional ajuda a ler a fatura sem sustos. Para acompanhar tudo com calma, veja também como ler a fatura do cartão.
Crédito, débito e pré-pago: o que muda
A alíquota de 3,5% vale para os três, mas o momento da cobrança muda. No cartão de crédito, o IOF entra em cada compra e aparece na fatura que você paga depois, junto com a conversão em real. No débito e no pré-pago, como o valor sai na hora, o imposto é aplicado no mesmo instante da compra ou do carregamento. Na prática, o pré-pago e as contas em moeda estrangeira têm uma vantagem de previsibilidade: você trava a cotação quando carrega o valor, então sabe de antemão quanto pagou de câmbio, enquanto no crédito a cotação só é fechada mais tarde. O imposto é o mesmo; o que muda é o quanto você consegue prever o custo final.
O IOF não é o único custo da compra no exterior
Muita gente foca só no IOF e esquece de dois custos que pesam tanto ou mais. O primeiro é a cotação usada pelo cartão, que costuma ser a do dólar turismo, mais cara que a do dólar comercial que aparece nas notícias. O segundo é a variação do câmbio entre o dia da compra e o dia do pagamento da fatura, que pode aumentar o valor final. Somando IOF, cotação e variação, o custo real de uma compra internacional é sempre maior que o preço anunciado, e considerar isso evita a surpresa na fatura.
Pagar em real ou na moeda local? Prefira a moeda local

Numa viagem, é comum a maquininha do estabelecimento perguntar se você quer pagar em real ou na moeda do país. Parece uma gentileza, mas costuma ser uma armadilha para o seu bolso. Ao escolher pagar em real lá fora, você aceita a conversão feita pela maquininha do comerciante, que quase sempre usa uma cotação pior do que a do seu cartão, embutindo um custo extra. O IOF continua sendo cobrado do mesmo jeito. Por isso, a recomendação é simples: escolha sempre pagar na moeda local do país onde você está, deixando a conversão por conta do seu cartão, que tende a oferecer uma taxa melhor. É um detalhe pequeno na hora, mas que aparece somado na fatura.
Como pagar menos IOF no cartão internacional
Não dá para fugir totalmente do imposto, mas dá para reduzir o custo total da compra internacional:
- Compare os meios de pagamento: alguns cartões e contas globais oferecem cotações melhores, o que compensa parte do imposto.
- Avalie o cartão pré-pago ou uma conta em moeda estrangeira, em que você trava a cotação ao carregar o valor.
- Fique de olho na cotação antes de compras grandes, já que o câmbio pesa mais que o IOF.
- Concentre e planeje as compras da viagem em vez de parcelar em várias operações, o que dá mais controle sobre o custo.
- Quando investir olhando para fora, entenda que investir em renda fixa lá fora tem regras próprias, diferentes das compras de consumo.
Afinal, quanto de IOF você paga no cartão de crédito internacional
Hoje, o IOF no cartão de crédito internacional é de 3,5% sobre o valor da compra convertido em reais, e o mesmo vale para o débito, o pré-pago e a moeda em espécie. Mas o imposto é só uma parte da conta: a cotação turismo e a variação do dólar até o pagamento costumam pesar tanto quanto. Entender esses três custos juntos, e conhecer a fundo o que é o IOF e quanto ele custa, é o que permite viajar e comprar lá fora sabendo exatamente quanto vai pagar, sem levar susto quando a fatura chegar.
Conteúdo de caráter educativo e informativo, sem recomendação de investimento ou consultoria financeira. Regras, taxas e alíquotas mudam com o tempo, inclusive por decreto; confirme os valores atualizados nas fontes oficiais e, se precisar, procure um profissional habilitado antes de decidir.