Tratamentos mais caros à vista? Entenda o possível efeito cascata nos gastos médicos
Universidade de Edimburgo – Pesquisadores britânicos divulgaram recentemente um estudo que aponta uma origem diferente para o AVC lacunar, forma comum de acidente vascular cerebral. Em vez do bloqueio de artérias, o problema estaria ligado à dilatação e ao alargamento de pequenos vasos sanguíneos no cérebro — um achado que pode alterar protocolos clínicos e, por consequência, os custos repassados a pacientes e operadoras de planos de saúde.
- Em resumo: mudança na causa do AVC lacunar tende a exigir exames mais sofisticados e terapias específicas, aumentando despesas assistenciais.
Novo protocolo pode pressionar reajustes já em 2024
Segundo dados de gastos médicos e hospitalares do IBGE, a conta com saúde privada cresce acima da inflação geral desde 2019. A introdução de exames de imagem de alta resolução e de medicamentos focados na microvasculatura cerebral pode acelerar ainda mais essa curva de custos.
“O AVC lacunar pode não ser causado pelo bloqueio de artérias, mas pela dilatação de pequenos vasos sanguíneos no cérebro”, conclui o estudo da Universidade de Edimburgo.
Impacto macro: sinistralidade das operadoras e efeito no bolso do consumidor
Nos últimos doze meses, a sinistralidade – relação entre o que as operadoras arrecadam e o que gastam com tratamentos – já ronda 85%, patamar considerado crítico pelo mercado de saúde suplementar. Se o novo protocolo encarecer diagnósticos e internações, é provável que os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atinjam níveis ainda maiores, refletindo diretamente nas mensalidades pagas pelas famílias.
Como isso afeta o seu bolso? Uma simples mudança científica pode significar boletos mais altos ou a necessidade de escolher planos com coberturas reduzidas. Para acompanhar outras pautas que influenciam seus gastos diários, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Universidade de Edimburgo